Ela abre os olhos, como se fosse a primeira vez. Talvez fosse o caso. Após tantas noites mal dormidas, como se estivesse girando em um purgatório, com a consciência a atormentá-la diante do que havia feito. Não havia ninguém a dar-lhe a mão, ninguém a lhe mostrar o caminho correto. E ela percebeu que as consequências de seus atos não seriam revisadas por outra pessoa: ou tomava uma atitude diferente ou pagava o preço. E após pensar, chorar, rir de desespero planejou como seriam seus dias dali pra frente e foi vivê-los da forma como achou melhor. Tanto sofrimento foi aparado por um renascimento, poderia ela dizer que se modelou, se ergueu e, com um sopro, trouxe a luz e o brilho de volta a seus olhos. Ela não é mais a mesma, é uma pessoa melhor, que sabe sorrir e agradecer ao que tem, a vida. Ela é agora como um pássaro lendário que ressurge das cinzas. E assim segue...
Julie.r


















